
É preciso que quem cuida seja, também, cuidado!
CUIDANDO DE QUEM CUIDA: REFLEXÕES SOBRE UMA EXPERIÊNCIA DE CAPACITAÇÃO DE CUIDADORAS RESIDENTES
Uma das tarefas fundamentais no âmbito da entidade de acolhimento, senão a mais fundamental delas, é a de possibilitar o estabelecimento desse vínculo que permitirá à criança aumentar a sua resiliência e, consequentemente, transformar seu destino [1]. Essa dimensão, a da qualidade do vínculo, em minha avaliação, continua sendo negligenciada, mesmo após um amplo movimento nacional que clama pelo reordenamento dos serviços, para o qual as Orientações Técnicas têm sido o principal guia. A atenção dos responsáveis pelo controle e fiscalização dos serviços atém-se aos aspectos físicos e quantitativos (abrigo institucional? Casa-lar?, etc). Entendo que ao se limitar, por exemplo, o número máximo de crianças acolhidas estava se dando um passo importante para a garantia do atendimento com atenção à singularidade, mas se não cuidarmos dos profissionais que atendem diretamente a criança, o esforço de se fazer da instituição um verdadeiro espaço de acolhimento e proteção estará condenado ao fracasso. É preciso, portanto, que quem cuida seja, também, cuidado!
Com o propósito de cuidar de quem cuida, o Instituto Berço da Cidadania tem promovido capacitações para os cuidadores ou educadores sociais das entidades de acolhimento. Recentemente concluímos uma dessas capacitações (Projeto Cuidando de Quem Cuida, com apoio da Secretaria de Direitos Humanos/PR) na qual trabalhamos em 6 entidades em reuniões quinzenais com as equipes de cuidadoras/educadoras ao longo de março a dezembro de 2011.
Transição do "Recanto Infantil" (Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes)
Muito obrigado a todos que se preocuparam e se solidarizaram conosco, bem como, também o nosso muito obrigado àqueles que têm interesse mais específicos nessa questão, pelos questionamentos e pelos posicionamentos. Meu muito obrigado também àqueles cujo silêncio calou mais alto.







